terça-feira, 23 de agosto de 2011

AQUISIÇÃO DA MARCHA INDEPENDENTE EM CRIANÇAS COM PARALISIA CEREBRAL, ATRAVÉS DO USO DA ESTEIRA ERGOMÉTRICA, COM SUPORTE COPORAL (BWSTT- Body Weight Supported Treadmill Training). PARTE I

Autoras:
*Élida dos Santos, Fisioterapeuta
**Nadia Cristina Valentini,  Mestre e Doutora. Professora da Disciplina de Desenvolvimento Motor da Faculdade de Educação Física da ESEF/UFRGS

Ao longo dos anos, a marcha humana tem sido estudada por muitos pesquisadores, a fim de entender seus mecanismos e suas propriedades, através de pesquisas realizadas na área de desenvolvimento motor e aprendizado motor. McGrow e Gessel (Thelen e Smith, 1993) fizeram estudos científicos, em que o desenvolvimento humano parte do domínio motor, associando o processo de maturação como o motor primário das mudanças desenvolvimentistas. Assim, Gessel e Ames (1940) descreveram 23 estágios e 28 sub-estágios do comportamento prono, e ainda estenderam os seus estudos para a atividade social e mental do indivíduo. McGrow fez um esboço das sete fases da locomoção ereta, e acreditava que as fases da locomoção e outras mudanças motoras foram dirigidas por mudanças no córtex motor e influências inibitórias nos centros cerebrais baixos.

Thelen e Corbetta (1996) reiteram que a coordenação e o controle do movimento são realizados por estes padrões dinâmicos, pois os movimentos emergem de ambos os modelos cooperativos. É o acoplamento de um conjunto de componentes que constituem o comportamento em si, quer dizer, a interação da atividade coletiva neural, muscular, esquelética, vascular (coordenação intrínseca) com a interação cooperativa natural com as limitações ambientais (coordenação extrínseca). Assim sistemas físico, químico e biológico interagem conjuntamente para a criação do movimento humano e para o seu desenvolvimento (PAYNE e ISAACS). Sendo então, a tarefa motora influenciada tanto qualitativamente, quanto quantitativamente, pelas condições naturais do ambiente, como a temperatura, iluminação, área de superfície e gravidade (HAYWOOD e GETCHELL, 2004).
Thelen e colaboradores (1996) sugerem que o movimento humano e suas mudanças podem ser vistas como um sistema de auto-organização.
O movimento é um produto da organização do sistema nervoso central, das propriedades biomecânicas e energéticas do corpo, das propriedades do organismo, do meio-ambiente e as demandas específicas das tarefas. As interações não são hierárquicas, ou seja, comandos do cérebro que o corpo responde, mas são amplamente difundidas heterarquicamente, ou seja, baseadas nas escolhas, auto-organizadas e não-lineares, que são caracterizadas por estados relativos de instabilidade e estabilidade. Assim, o desenvolvimento pode ser visionado como uma série de padrões que evoluem e dissolvem-se da estabilidade dinâmica variada, ou seja, ele é mais do que um marco para a maturidade.
Quanto ao desenvolvimento motor normal, a aquisição da marcha independente nas crianças típicas inicia por volta de 1 ano de vida e, segundo Thelen (1986), esta aquisição é conquistada após a maturação de oito componentes, ou seja, oito subsistemas principais, que farão com que a marcha independente venha à tona. Estes oito componentes são: geração de um molde ou modelo, diferenciação articular, controle postural, fluxo de sensibilidade visual, controle de tônus, força extensora, limites corporais e motivação. E se algum ou mais desses subsistemas não alcançar um nível crítico para desencadear esta aquisição motora, eles poderão agir no limite da média, segurando a ascensão de um novo comportamento motor (CLARK, 1995).  

O aprendizado do ficar em pé e locomover-se independentemente são uma das mais impressionantes proezas, pois a criança em seu primeiro ano de vida, gradualmente, aprende a rolar, a rastejar, a engatinhar, a empurrar-se para a posição de pé, e caminhar cruzado em volta do sofá. O aprendizado da marcha possui um sistema multidimensional, focado na coordenação, na posição do corpo, na força e na ativação muscular e, no tempo e na distância do ciclo da marcha (CLARK, 1995).

         A marcha humana é dividida em Fase de apoio, em que se subdivide em período de contato; médio apoio, e impulsão. Após temos a Fase de balanço ou duplo apoio, em que ela é iniciada pela retirada do hálux e concluída com o toque de calcanhar. Outra fase seguinte a esta é a do Período de contato, no qual ela inicia com o toque de calcanhar e termina com a retirada do hálux da outra perna. E finalizando o ciclo, o Período de médio apoio, em que inicia com o término da pronação (para dar a impulsão).
      A habilidade da marcha é um padrão complexo de ativação motora auto-organizado, porém quando ocorre um déficit, ou seja, uma lesão no sistema nervoso central há seqüelas para na organização motora. Uma lesão no neurôniomotor superior acomete os músculos, deixando-os contraídos, com alto controle cortical. Já uma lesão no neurôniomotor inferior resulta na flacidez muscular ou paresia, sem a habilidade para recuperar alguns movimentos (CEREBRAL PALSY AND LOKOMAT- LEARNING TO WALK).
        Uma dessas lesões ocorre com a Paralisia Cerebral. Ela é geralmente nomeada como um grupo de características de disfunções motoras, havendo um prejuízo não-progressivo do cérebro, no início da vida. É considerada também, como parte de uma disfunção contínua, que abrange uma subnormalidade mental até a mínima disfunção do cérebro (LEVIS, 2000).
        O principal problema da função motora das crianças com Paralisia Cerebral é o atraso ou impedimento do desenvolvimento motor, em que muitas ficam dependentes de cadeira de rodas ou alcançam um caminhar com baixo nível motor, caracterizado por uma velocidade baixa e um distúrbio do controle motor, em que resulta em muitas desabilidades, como por exemplo, na locomoção, em que apresentam dificuldade em dissociar os movimentos da perna. A diminuição da proeficiência e o desgaste energético no caminhar são alguns dos problemas enfrentados pela criança PC, além de haver uma baixa resposta de co-ativações musculares entre agonistas e antagonistas, diminuição do tônus, rigidez tendínea. Assim, para haver uma melhora nestas funções, os terapeutas utilizam manobras inibitórias no tônus; treinamento de equilíbrio postural; atividades na tarefa preparatória do passo, durante as posturas de engatinhar, sentar e ficar em pé (SCHINDL e col., 2000 e CEREBRAL PALSY AND LOKOMAT-LEARNING TO WALK!).

Assim, a habilidade motora do caminhar é relatada tanto em pesquisas para analisar o processo do caminhar em indivíduos típicos e atípicos, bem como, a intervenção motora propriamente dita, através da utilização da esteira ergométrica, com algumas adaptações, a fim de aprender ou reaprender a marcha em indivíduos com lesões neurológicas. Uma delas é a utilização da esteira ergométrica adaptada, BWSTT (Body-Weight-Supported Treadmill Training). E ela tem se mostrado com um recurso ímpar no reaprendizado motor da locomoção, pois ela permite uma otimização da estratégia da reabilitação locomotora, além de permitir a prática do padrão correto do passo cineticamente, de fornecer um suporte parcial no tronco, para manter um equilíbrio postural mais adequado. Esse tipo de treinamento ressalta o aprendizado motor de tarefa-específica, em que requer a repetição da habilidade motora, a fim de adquirir e reter o comportamento motor. Além do que, a colocação do arreio permite um maior controle postural e permite um controle sistemático e progressivo da marcha. Outra vantagem importante é que o fisioterapeuta consegue fornecer uma assistência manual para o paciente. Essa vantagem permite uma produção de um padrão de marcha mais normal, uma manutenção da posição ereta melhor, e assim uma maximização dos circuitos neurais supra-espinhal e espinhal. A BWSTT tem apresentado uma melhora bem maior na habilidade da locomoção, na função motora e no equilíbrio, do que nas técnicas de reabilitação convencional (CERNACK e col., 2008 e HORNBY e col., 2005).

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domingo, 31 de julho de 2011




 INTERABILITA - FECI
Por Élida dos Santos
Sílvia Lemos Fagundes
Roberta Nascimento Leães

Caderno de Reabilitação - Ano7 - JULHO - 2011

O Projeto de Fisioterapia Neurofuncional
Pediátrica iniciou suas atividades,
em setembro de 2009, pela Fisioterapeuta
Élida dos Santos, junto ao Programa
Interagir, na tentativa de suprir a carência
de vagas das grandes instituições
de Porto Alegre, cuja média é de 3.000
crianças na lista de espera. Também teve
como objetivo inicial estruturar mais um
serviço de assistência social especializado
e de saúde às crianças portadoras
de necessidades especiais, que são mais que 3.640 entre crianças e adolescentes somente no Município de Porto Alegre, segundo dados do IBGE, Censo de 2000.

Com a atual Diretoria do Sport Club Internacional, a INTERABILITA passa a ser mais um Projeto da FECI (Fundação de Educação e Cultura do Inter), que desde 1976, tem como como finalidade atuar em ações sociais, culturais, educacionais e esportivas proporcionando ganhos a comunidade em geral.

A FECI é uma organização social não-governamental sem
fins lucrativos, fundada pelo Presidente Frederico Arnaldo Ballvé, oriundo da união de três departamentos existentes no Clube (o departamento cultural, a biblioteca e o Centro Feminino de Assistência Social).
 
Assim, o Projeto INTERABILITA, através das Fisioterapeutas voluntárias Élida dos Santos, Sílvia Lemos Fagundes e Roberta Nascimento Leães, visa fornecer aos portadores de necessidades especiais e suas respectivas famílias, uma atenção multi e interdisciplinar, na prestação de serviços providos de suportes técnicos relativos à Fisioterapia (reabilitação/habilitação das crianças e adolescentes), ao Serviço Social e Psicopedagogia.
 
A Fisioterapia Neurofuncional Pediátrica é um tipo de intervenção motora que deve ser constituída da criança, de sua família, e dos profissionais da área da saúde, bem como deve estar inserida na comunidade, na escola e no meio familiar(TECKLIN, 2002)
 
Do nascimento até os seis, sete anos de idade, é que se formam as bases para o crescimento saudável e harmonioso das crianças nas suas dimensões física, intelectual, social e emocional e do desenvolvimento da linguagem. Isso significa também dizer que défi cits intelectuais ou físicos ocorridos nesta etapa, notadamente na primeira infância, podem se converter em limitações anulativas, reduzindo as possibilidades de avanços das crianças nos níveis psicológicos superiores, mesmo que estímulos sejam oferecidos em etapas posteriores da vida humana (VYGOTSKY apud ALMEIDA et al., 2006).    
         
A condição imediata ao diagnóstico, feito o mais cedo possível nos primeiros meses de vida do bebê, com detecção de alterações no desenvolvimento sensório--motor, seguido de um conjunto de técnicas de intervenção terapêutica, leva a um tratamento ideal.       

A intervenção motora na criança atípica ocorre desde a fase inicial do desenvolvimento dela, também chamada de intervenção precoce, devido a fatores em que, durante a gestação deste bebê ou após o seu nascimento, até as fases subseqüentes deste processo de desenvolvimento. O objetivo da terapia motora precoce é facilitar a exploração contínua e seletiva de padrão de movimento, necessária para o comportamento movimento funcional. Este tipo de intervenção é baseado em intervenções intensivas altas, a fim de produzir resultados positivos (ULRICHe col.,2008).
 
A Fisioterapia Neurofuncional tem um papel importante na promoção, prevenção e reabilitação de crianças com disfunções como na Paralisia Cerebral, Síndrome de Dowm, Mielomeningolece, Autismo, Lesões de Plexos, Meningite, entre outras. A Fisioterapia tem como objetivos tem como objetivos bem defi nidos: Promover experiências normais de desenvolvimento; Reduzir o reforço ativo de padrões de movimento e posições anormais; Diminuir deformidades músculo-esqueléticas, congênitas e contraturas articulares adquiridas; Normalizar o tônus; Normalizar os movimentos, restabelecendo e estimulando as reações de endireitamento, reeducando os padrões centralizados dos movimentos (rotações) e reeducando os padrões recíprocos dos movimentos (coordenação e ritmo); Minimizar contraturas e deformidades Melhorar o equilíbrio, a marcha e sua capacidade respiratória.

O Projeto INTERABILITA também oferece, desde o ano passado, um programa de intervenção intensiva específico: O Programa de Treinamento de Marcha na Esteira Ergométrica com Suporte de Tronco às crianças e adolescentes com alguma dificuldade sensório-motora, com algum déficit no caminhar. É realizado uma vez por ano, durante cinco semanas de treinamento, em três vezes
na semana, no qual a criança é avaliada antes e após a intervenção. Os resultados deste treinamento apresentaram uma melhora do passo, da postura do tronco e do equilíbrio, na maioria delas.

Atualmente são assistidas 17 crianças de 1 a 14 anos, nos quais atendemos Paralisia Cerebral, Mielomeningocele, Síndrome de Down, Síndrome de West, Síndrome de Rett, Lesões Múltiplas Cerebrais, Seqüela de Meningite. Estas crianças e adolescentes são provenientes das Escolas Municipais Especiais (Eliseu Paglioli e Lygia Averbuck), da divulgação na revista do Inter.

Estamos em busca de parcerias para a melhoria dos atendimentos, para aumentar os horários de trabalho e, conseqüentemente, os números de vagas. Nosso atendimento é gratuito, todas as terças, quartas e quintas-feiras das 8 horas e 30 minutos às 11 horas e 50 minutos, no Parque Gigante.

Portanto, oferecer atendimento de qualidade é nossa missão. Bem como, a melhoria no seu desenvolvimento motor, abrangendo a interação com a família, a inclusão do em sua qualidade de vida, ou seja, promoção a saúde, proporcionando assim, condições de crescimento para o indivíduo social e participativo.
 1.Coordenação e equipe do Projeto:
1.1. Coordenadora Geral: Janice Cardoso
1.2. Coordenação da Psicologia: Lorena Boelter
1.3.Coordenação da Assistência Social: Débora Grosso
2. Responsável Técnica:
2.1. Élida dos Santos (preponente do projeto) – Fisioterapeuta- CREFITO/5 24807-F
3. Assistentes Técnicas:
3.1. Sílvia Lemos Fagundes – Fisioterapeuta, Mestre – CREFITO/5 14018-F
3.2. Roberta Nascimento Leães – Fisioterapeuta, Mestre- CREFITO/5 64691-F
4. Telefones:
4.1.Interagir: (51) 32304623
4.2. Parque Gigante: (51) 3230457
4.3.Salão do INTERABILITA: (51) 32304614
4.4.Fisioterapeuta Élida dos Santos: 96639873
4.5.Fisioterapeuta Sílvia Lemos Fagundes: 91274914
4.6.Fisioterapeuta Roberta Nascimento Leães: 91243882
5. Site ou correio eletrônico: http://www.feci.org.br/


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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Interagir News/junho 2011

Interagir News
Boletim de Notícias do Programa de Voluntariado Social do S.C. Internacional de Porto Alegre
Fisioterapia Neurofuncional
Mais um projeto do Interagir, junto à FECI (Fundação de Esporte e Cultura do Internacional)
Presidente da Fundação Educação e Cultura do Internacional (FECI): Cesardo Vignochi. 
Presidente: Giovanni Luigi (nova gestão)
Coordenação Pedagógica: Lorena Boelter
Coordenadora Geral do Interagir: Janice Cardoso


A reunião de integração e confraternização da          
fisioterapia neurofuncional foi realizada no Parque       
Gigante e foi importante para consolidar um trabalho
que vem sendo desenvolvido numa proposta específica
para portadores de necessidades especiais que
beneficia seus participantes. Este é mais um projeto
do Interagir, realizado através do Inter Social, junto
à Fundação de Educação e Cultura do Sport Club
Internacional (FECI).
A diretoria da Fundação de Educação e Cultura do
Sport Club Internacional (FECI) esteve visitando as
dependências do Interagir para conhecer os projetos
que são desenvolvidos através do Inter Social, no
qual muitas pessoas em vulnerabilidade social são
beneficiadas.



domingo, 1 de maio de 2011

Fisioterapia Neurofuncional Pediátrica II


Desde setembro de 2009, a Fisioterapia Neurofuncional Pediátrica faz parte do Projeto Social do Sport Club do Internacional e recebe crianças e adolescentes de 0 a 14 anos.
Nosso objetivo é construir ações integradas de intervenção, promoção e educação à saúde em indivíduos de 0 a 18 de idade com disfunções sensório-motoras, bem como, realizar intervenções fisioterapêuticas, nestes indivíduos, para melhoria da sua independência no seu meio, além de orientar seus familiares, parentes e/ou cuidadores para suas atividades de vida diária.
Desde que iniciou o programa até dezembro de 2010 fizemos cerca de 440 atendimentos. Queremos aumentar e melhorar, cada vez mais, os atendimentos oferecidos. Também queremos ser mais um referencial em Reabilitação Neuropediátrica em Porto Alegre, já que há cerca de 6.000 crianças na fila de espera para atendimento fisioterapêutico, nas grandes instituições da Capital gaúcha.

Total de atendimentos SET/2009 a Out/2010 das crianças atendidas do Projeto Interagir – Fisioterapia Neurofuncional Pediátrica/2010.
                                Total: 440 atendimentos

Para isso, estamos buscando parcerias com órgãos governamentais, órgãos particulares e sociedade civil como um todo.
Dentro dessa proposta, gostaríamos de agradecer as doações recebidas, especialmente, ao Advogado Guilherme Franzen Rizzo que, na sua nobreza de cidadão atuante e participante da sociedade porto-alegrense, doou para nosso trabalho quatro cunhas, três rolos médios, uma bola feijão e uma bola terapêutica.
Assim, em nome das crianças e pais que já estão e aos que virão para o projeto, bem como, nossa equipe técnica (Élida dos Santos, Roberta Leães e Sílvia Lemos Fagundes), Coordenação Geral (Janice Cardoso) e Coordenadora Pedagógica (Lorena Boelter) do INTERAGIR, Projeto Social do Sport Club Internacional, agradecemos e temos gratidão infinita pelo seu gesto. Muito Obrigada Dr. Guilherme Rizzo! Muita Luz e Paz! Que Deus lhe abençoe!




quarta-feira, 20 de abril de 2011

Fisioterapia Neurofuncional Pediátrica do Projeto Interagir - Sport Club Internacional

O Projeto Interagir, através da grandeza do Sport Club Internacional, iniciou o seu trabalho no dia 3 de setembro de 2007, com a visão de desenvolver ações sociais educativas que estimulem e promovam a cidadania e melhorem a qualidade de vida. A missão é fornecer atividades para melhorar as condições de origem dessas pessoas, segundo a proposta da UNESCO: aprende a ser, aprender a conviver, aprender a saber e fazer, entendendo um ao outro.
Compartilhando desta mesma proposta, a Fisioterapia Neurofuncional Pediátrica iniciou suas atividades em setembro de 2009, com um objetivo inicial de estruturar mais um serviço às crianças portadoras de necessidades especiais, em vulnerabilidade social, na cidade de Porto Alegre. Na tentativa de amenizar a demanda de um número grande de crianças, que estão nas listas de espera das grandes instituições da capital. Proporcionando, assim, a elas, aumento de suas habilidades motoras, melhoria no seu desenvolvimento motor, uma maior autonomia e qualidade de vida, ou seja, promoção a saúde.
Atualmente são assistidas 14 crianças, com idade de 1 a 14 anos, com sequelas de Paralisia Cerebral, Mielomeningocele, Síndrome de Down, entre outras patologias. Os atendimentos são realizados todas as terças, quartas e quinta-feiras, das 8 horas e 30 minutos às 11h e 50 minutos, no Parque Gigante.
Participam voluntariamente deste trabalho as fisioterapeutas Élida dos Santos, Sílvia Lemos Fagundes e Roberta Leães.
O trabalho é mantido, através de doações e da participação dos pais, no qual sem eles e seus filhos não se conseguiria seguir adiante. Participe e abraçe esta causa, muitas crianças podem se beneficiar desta ideia!
Recebimento de doações: rolos e cunhas de posicionamento, e ovos de Páscoa. Abril 2011.




terça-feira, 19 de abril de 2011

Pilates II

 
Joseph H. Pilates nasceu na Alemanha (1881-1967) e desenvolveu o sistema de exercícios que levou o seu nome. Inicialmente, em 1920, após sofrer, desde seu nascimento, de asma e passar por muitas crises, ele desenvolveu uma série de exercícios, a fim de que melhorasse e aumentasse seu condionamento físico. Durante Segunda Guerra Mundial, curou a si mesmo e a muitos outros doentes de uma epidemia de gripe, através da construção de seu primeiro aparelho de exercícios, quando esteve internado na Inglaterra.
                                               
Em 1923, ele mudou-se para os EUA e abriu um estúdio, em que reabilitava e treinava dançarinos profissionais. Através de sua formação e prática de Yoga, Meditação Zen, Artes Marciais, conhecimento e prática de mergulho, ginástica e boxe, ele criou uma sequência de movimentos únicos que trabalharam a mente e o corpo em harmonia.




                                                                  
Primeiramente, ele criou uma série de exercícios para serem feitos no solo (Mat), que tinham o objetivo de fortalecer o abdômen e controlar o corpo. Após, ele projetou e construiu uma série de equipamentos para aumentar o repertório de exercícios. Foram mais de 500 exercícios criados ao longo dos anos. Assim, em toda sua vida ele trabalhou para restabelecer a saúde e a condição física.






O MatPilates e o Pilates com Bolas, é uma modalidade no qual o tônus muscular é fortalecido, através de exercícios no solo e na Bola Terapêutica. Através destes, também é trabalhado um maior e melhor controle do  movimento do corpo, da postura e da flexibilidade. Eles também ativam os centros de relaxamentos musculares e psíquicos, através do uso da respiração lenta e profunda associada ao exercício,  em que o centro de equilíbrio físico e mental se estabelece, diminuindo estresse, ansiedade, tensões do dia-a-dia..